
A Universidade de São Paulo (USP) e a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) formalizaram, nesta quinta-feira (7), um contrato de permuta de imóveis. A iniciativa está voltada à requalificação do entorno do Largo de São Francisco, no centro da capital.
O acordo prevê a transferência à Faculdade de Direito da USP de um terreno de cerca de 1 mil m² na Praça Ouvidor Pachêco e Silva, onde deverá ser implantado um novo centro de convivência e aprendizado, com fórum universitário, auditório e restaurante.
Em contrapartida, a USP transferirá à CDHU o Edifício Andrade, localizado na Rua Benjamin Constant, nº 162 a 170, para implantação de projeto habitacional. A iniciativa integra as comemorações dos 200 anos da Faculdade de Direito da USP e faz parte da estratégia de requalificação do centro de São Paulo.
A articulação institucional do projeto foi conduzida pelo secretário de Projetos Estratégicos, Guilherme Afif Domingos. Durante a cerimônia, representantes da universidade e da companhia destacaram a atuação do secretário na coordenação das negociações e na viabilização de soluções consideradas inéditas, como a participação da CDHU em leilão de imóvel privado para aquisição do terreno destinado à expansão da Faculdade de Direito.
Ao discursar, Afif destacou que a recuperação do centro de São Paulo depende da integração entre diferentes áreas do poder público e instituições parceiras. Segundo ele, o avanço das iniciativas em andamento é resultado de uma atuação conjunta entre os presentes.
Ao defender a ampliação da ocupação permanente do centro, afirmou que o objetivo é ter “gente morando e gente circulando”. Para Afif, a recuperação da região exige atuação contínua e agilidade na execução dos projetos. “O melhor da festa é trabalhar por ela. Não é esperar”, declarou.
Os participantes trataram a iniciativa como parte de uma estratégia mais ampla de requalificação urbana da região central , associando habitação, circulação de pessoas, recuperação de imóveis históricos e ampliação de serviços públicos.
O presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, destacou o caráter inédito da aquisição do terreno destinado ao projeto, afirmando que foi a primeira vez que uma estatal participou de um leilão de imóvel privado na cidade.
Já o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Vahan Agopyan, afirmou que a iniciativa amplia a integração entre universidade e sociedade, reforçando o papel institucional da USP em ações voltadas ao interesse público.
O secretário de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Marcelo Branco, afirmou que a recuperação de imóveis históricos exige uso contínuo e funcional, destacando que edifícios tombados precisam ter “uma utilização prática”.
A diretora da Faculdade de Direito da USP, Ana Elisa Bechara, afirmou que o projeto integra um processo contínuo de expansão da universidade no Largo de São Francisco e destacou a atuação institucional de Guilherme Afif Domingos na articulação. “Ele não só é um grande estrategista e tem boas ideias, mas empreende todos os esforços para tornar essas ideias projetos concretos.”
O reitor da USP, Aluísio Segurado, afirmou que o novo espaço fortalecerá a aproximação entre universidade e sociedade. Segundo ele, o centro de convivência e aprendizado deverá funcionar como espaço de formação prática de estudantes e de prestação de serviços jurídicos à população.
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