
O governo de São Paulo acaba de implementar o Plano de Segurança Viária do Estado (PSV-SP), com a meta de reduzir pela metade as mortes em sinistros até 2030, poupando 19.000 vidas, e reforça ações de conscientização neste Maio Amarelo, mês dedicado à segurança no trânsito.
Abaixo, os 5 principais comportamentos de risco nas vias. Eles são tema das ações do Detran-SP nas campanhas educativas pelo Estado. “Grande parte das mortes no trânsito está ligada a risco que podem ser evitados. Por isso, o trabalho de conscientização é tão importante. Segurança viária é responsabilidade compartilhada”, afirma Roberta Mantovani, diretora de Segurança Viária do Detran-SP.
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O uso do celular ao volante é uma das principais causas de distração no trânsito e compromete diretamente a capacidade de reação de pedestres e dos condutores. O risco de sinistros aumenta significativamente durante o uso do aparelho, especialmente na troca de mensagens e chamadas. O motorista passa a ter dificuldade para manter o posicionamento correto do veículo, reduz a atenção ao entorno e demora mais para frear diante de situações de risco. O uso do celular ao volante é considerado infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro.
O avanço de sinal vermelho está entre as infrações mais perigosas no ambiente urbano por aumentar o risco de colisões e atropelamentos, geralmente associadas a impactos graves e fatais. A prática reduz a previsibilidade do trânsito, compromete a segurança de pedestres e ciclistas e coloca em risco todos os usuários da via. Em cruzamentos movimentados, poucos segundos de imprudência podem provocar sinistros de alta gravidade, especialmente em velocidades elevadas.
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A velocidade está diretamente relacionada à gravidade dos sinistros e à redução da capacidade de reação do condutor em uma situação de risco. Quanto maior a velocidade, menor o tempo disponível para evitar colisões e maiores as chances de mortes e lesões graves. O comportamento também aumenta o risco para pedestres, ciclistas e motociclistas, principalmente em áreas urbanas. O corpo humano fica extremamente vulnerável a colisões acima de 30 km/h. A Organização Mundial da Saúde aponta a velocidade como um dos principais fatores de risco para mortes no trânsito em todo o mundo.
A condução sob efeito de álcool compromete diretamente a capacidade do motorista de dirigir com segurança. Mesmo em pequenas quantidades, o álcool reduz os reflexos, diminui a atenção, altera a percepção de velocidade e distância e prejudica a tomada de decisão diante de situações de risco. Além disso, aumenta a sensação de confiança do condutor, o que favorece comportamentos imprudentes ao volante. A combinação entre álcool e direção coloca em risco não apenas quem dirige, mas também passageiros, pedestres, ciclistas e os demais usuários das vias.
O não uso de equipamentos de proteção, como capacete, cinto de segurança e cadeirinhas infantis, aumenta significativamente o risco de morte e de lesões graves em sinistros de trânsito. Esses dispositivos são considerados fundamentais para reduzir impactos e preservar vidas, especialmente entre motociclistas, crianças e ocupantes dos bancos traseiros. O uso correto dos equipamentos é uma das medidas mais eficazes para diminuir a gravidade das ocorrências e integra as ações educativas promovidas durante o Maio Amarelo em todo o Estado.
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