
Para a educadora, é mais produtivo manter uma rotina que já funciona, com a orientação da escola, do que tentar se adaptar a métodos ou ritmos que podem não combinar com o perfil do estudante. "Em meio a tantas informações, clareza e consistência são nossas maiores aliadas. O foco deve ser em aprimorar o que já se mostrou eficaz para o aluno, com o suporte e a segurança da instituição de ensino, evitando a dispersão em métodos aleatórios, que só geram mais ansiedade, algo que não queremos, sobretudo na reta final de preparação", afirma.
Cada troca de tarefa tem um custo: a alternância de atenção pode reduzir o rendimento. Isso porque o cérebro não retoma o foco de onde parou, ele precisa se readaptar à tarefa anterior. Uma pesquisa realizada pela Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com o Equidade.info, mostra um dado que evidencia isso: mais de 80% dos estudantes brasileiros afirmam prestar mais atenção nas aulas depois da restrição ao uso de celulares em sala de aula.
A comparação social também entra nessa conta: um levantamento do Instituto Cactus com a AtlasIntel mostrou que, entre os brasileiros que passam três horas ou mais por dia em redes sociais, 43,5% têm diagnóstico de ansiedade.
Acompanhar a rotina de estudos de outros candidatos nas redes tende a gerar mais ansiedade do que direção, alimentando a sensação de estar atrasado em relação a alguém. “No Enem, em que resiliência e gestão do tempo são tão cruciais quanto conhecimento acadêmico, o equilíbrio emocional é a base. Incentivamos que o aluno cultive um ambiente de estudo focado, pois uma mente tranquila e concentrada é a estratégia que ajudará a ter sucesso no exame”, destaca Margrit.
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