25°C 27°C
Salvador, BA
Publicidade

Transporte por aplicativo faz parte da rotina de 76% dos paulistas, mostra pesquisa do Seade

Estudo inédito da Fundação Seade mostra que serviço se combina a outros meios de transporte e é associado a mais segurança nos deslocamentos

09/10/2026 às 07h42
Por: Redação Fonte: Secom SP
Compartilhe:
Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

Pedir um carro pelo celular já faz parte dos deslocamentos cotidianos de grande parte da população paulista. Pesquisa inédita da Fundação Seade mostra que 76% dos moradores do Estado de São Paulo costumam utilizar transporte por aplicativo: 26% usam o serviço com frequência e 50%, de vez em quando. O aplicativo, porém, não aparece necessariamente como substituto de outras formas de locomoção: 67% dos entrevistados também utilizam carro próprio e 57%, transporte público, mostrando uma rotina em que diferentes meios são combinados de acordo com a necessidade. O levantamento faz parte da pesquisa Seade SP Social e ouviu 8.189 moradores de 18 anos ou mais do Estado de São Paulo, entre maio e junho de 2026.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

Embora as proporções de uso sejam consideráveis em todos os grupos etários e socioeconômicos, o costume de recorrer ao transporte por aplicativos é maior entre as mulheres (80%), os jovens com idade até 29 anos (79%), pessoas com formação superior (80%) e os integrantes de famílias com rendimento superior a dez salários mínimos (82%). Esse padrão sugere que, tal
qual outras atividades realizadas on-line, como transações bancárias, compras por aplicativos e acesso a serviços digitais, a adesão ao transporte por aplicativos é influenciada pelas condições socioeconômicas e etárias da população.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

“Os aplicativos se incorporaram à rotina de mobilidade dos paulistas e hoje funcionam tanto como alternativa quanto como complemento a outros meios de transporte. É possível, por exemplo, fazer parte de um percurso utilizando ônibus ou metrô e recorrer ao aplicativo em outro trecho. Essa flexibilidade ajuda a entender a presença que esse tipo de serviço conquistou nos deslocamentos cotidianos”, afirma Irineu Barreto, pesquisador da Fundação Seade.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

A segurança também aparece entre os efeitos percebidos pela população. Para 58% dos entrevistados, o transporte por aplicativo ajuda a evitar situações de risco e traz mais segurança, percentual que chega a 69% entre os usuários frequentes. Homens e mulheres apresentam percepção semelhante sobre esse benefício. Ao mesmo tempo, entre aqueles que não utilizam aplicativos, 9% apontam a insegurança como motivo – proporção que chega a 15% entre as mulheres, indicando que o fator pode tanto favorecer a escolha pelo serviço quanto representar uma barreira à sua utilização.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

Uso mais frequente no dia a dia

Outro aspecto presente no dia a dia é o uso do aplicativo para completar ou substituir determinados trechos. Para 77% dos moradores do estado, o serviço ajuda quando o transporte público demora ou é difícil de utilizar. Quanto ao destino, quase metade dos usuários (47%) recorre aos aplicativos para chegar a lugares próximos, enquanto 19% os utilizam para locais distantes. O custo também ajuda a dimensionar esse padrão: 78% das corridas custam até R$ 30, sendo 33% até R$ 15 e 45% entre R$ 16 e R$ 30.

O significativo uso para lugares próximos reforça a possibilidade de que esse transporte seja utilizado como complemento a outros modais, como ônibus, metrô, trens ou carro próprio. Nessa situação os passageiros podem alternar diferentes modalidades ao longo do trajeto, obtendo ganhos de tempo e contornando dificuldades relacionadas à disponibilidade de estacionamento ou aos custos de estacionar veículo particular.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

No caso dos deslocamentos para lugares distantes, são justamente os usuários mais jovens (27%), com menor escolaridade (23%) e menor rendimento familiar (26%) que apresentam as maiores proporções de uso do serviço.

Mas o valor da corrida não corresponde necessariamente à distância da viagem. Um deslocamento curto, realizado em horário de alta demanda, por exemplo, pode custar mais do que uma viagem mais longa em condições favoráveis. O preço também é influenciado pela dinâmica de oferta e demanda. Ainda assim, os rendimentos familiares introduzem ao menos uma diferença no padrão de consumo: observam-se menor participação de corridas de até R$ 15 entre os indivíduos com renda familiar superior a dez salários mínimos e maior concentração em viagens entre R$ 31 e R$ 50. Esse padrão sugere que, diferentemente do comportamento mais geral, as pessoas de maiores rendimentos familiares, quando lançam mão dos aplicativos, tendem a fazê-lo para viagens completas e não em alternância entre diferentes modais.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

O uso, além de disseminado, vem aumentando. Entre os usuários, 40% afirmam ter ampliado a frequência das corridas e outros 13% passaram a utilizar o serviço nos últimos 12 meses. A adesão, contudo, não ocorre da mesma forma para todos. Entre os 24% dos paulistas que não costumam usar aplicativos, 51% alegam não ter necessidade do serviço e 17% apontam o preço elevado como motivo. Essa barreira financeira é mais presente entre as famílias de menor renda: atinge 30% entre os não usuários com rendimento familiar de até um salário mínimo.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

Além da adesão da população do estado de São Paulo ao transporte por aplicativos, a pesquisa também identificou o costume de utilizar outros meios de transporte, o que permite avaliar o uso do aplicativo no conjunto dos modais de deslocamento. O percentual dos que declararam costume de utilizar transporte por aplicativo (76%) é complementado por aqueles que usam carro próprio (67%), transporte público (57%), táxi (33%) e motocicleta (30%).

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

Essa distribuição aponta que os deslocamentos dos residentes no estado de São Paulo tendem a combinar diferentes meios de transporte, configurando uma mobilidade multimodal. Essa combinação é influenciada, entre outros fatores, por atributos socioeconômicos e etários. A utilização de carro próprio, por exemplo, é mais frequente entre homens (70%) do que para mulheres (65%); entre pessoas com ensino superior (75%) em comparação aos que estudaram até o fundamental (54%); e entre integrantes de famílias com rendimentos acima de dez salários mínimos (86%) em relação àqueles com rendimento de até 1 salário mínimo (45%).

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP



Entre os que utilizam de transporte público, os padrões são distintos em relação aos usuários de veículo próprio. O uso de serviços públicos de transporte (metrô, trens e ônibus) é mais referido por mulheres (63%) do que homens (51%); entre pessoas que estudaram até o fundamental (65%) em comparação aos com ensino superior (49%); e entre os integrantes de famílias com rendimento de até 1 salário mínimo (74%) em relação àqueles com rendimento superior a dez salários mínimos (26%).

Destaca-se ainda que, embora o transporte público apresente menor utilização total (57%) em relação aos aplicativos, a utilização frequente é elevada (37%), indicando que o transporte coletivo continua desempenhando papel fundamental nos deslocamentos.

Já o costume de usar táxi (33%) é mais frequente entre pessoas de 60 anos e mais (37%) do que entre os jovens de até 29 anos (28%). Os dados sugerem que os aplicativos passaram a ocupar espaço relevante no transporte individual remunerado, enquanto o uso de táxi permanece relativamente mais concentrado entre as pessoas de 60 anos ou mais.

O transporte por motocicletas apresenta padrão inverso, como esperado. Seu uso é mais frequente na população de até 29 anos (35%), em comparação às pessoas de 60 anos ou mais (20%), sugerindo que esse modal permanece concentrado em determinados segmentos da população, diferentemente do transporte por aplicativo, cuja utilização já se encontra muito mais difundida.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

Uso por regiões

Os resultados mostram, assim, que o transporte por aplicativo se consolidou como componente da mobilidade no estado, inclusive fora dos grandes centros urbanos. O uso é igual ou superior à média estadual de 76% nas Regiões Administrativas de Franca, Santos, Campinas, Região Metropolitana de São Paulo, Ribeirão Preto e São José dos Campos. Os menores índices são observados nas RAs de Registro, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília e Itapeva. Mesmo na região de Itapeva, que apresenta o menor índice de uso, ainda assim 60% dos moradores utilizam aplicativos.

Assim, considerado o costume de usar transporte por aplicativos nas diferentes regiões administrativas do estado de São Paulo, os dados mostram que essa prática está bastante difundida em todo o território paulista, embora haja heterogeneidade entre as diferentes regiões. O uso é superior ou igual à média estadual nas RAs de Franca, Santos, Campinas, Região Metropolitana de São Paulo, Ribeirão Preto e São José dos Campos.

Os menores índices são observados nas RAs de Registro, Araçatuba, Presidente Prudente, Marília e Itapeva. Mesmo na região administrativa com menor utilização (Itapeva), constata se uma proporção elevada de pessoas que utilizam aplicativos “com frequência” ou “de vez em quando” (60%). Nas regiões de maior utilização, esse percentual aproxima-se de 80%.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

As diferenças observadas entre as regiões administrativas provavelmente refletem uma combinação de fatores, como o porte populacional e a extensão territorial dos municípios que as compõem, o padrão de deslocamento dos munícipes (trabalho, educação ou outras atividades), a qualidade e oferta de transporte público e a própria disponibilidade do serviço por aplicativos.

Regiões compostas por centros urbanos médios e grandes, economicamente mais dinâmicos e com maior intensidade de
deslocamentos cotidianos, tendem a apresentar maiores proporções de utilização desses serviços.

Essas assertivas são corroboradas pelos dados sobre o uso de transporte por aplicativos, segundo o porte populacional dos municípios. Há uma tendência de aumento do uso à medida que cresce o tamanho da população municipal, apesar do significativo relato de uso nos municípios com até 20 mil habitantes, sinalizando que essa alternativa de transporte deixou de ser um serviço restrito à capital ou às grandes metrópoles e tornou-se um componente da mobilidade também em cidades de menor porte.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Salvador, BA
23°
Chuvas esparsas

Mín. 25° Máx. 27°

23° Sensação
8.71km/h Vento
74% Umidade
50% (0.54mm) Chance de chuva
05h11 Nascer do sol
17h30 Pôr do sol
Sáb 26° 24°
Dom 26° 24°
Seg 26° 24°
Ter 27° 25°
Qua 27° 23°
Atualizado às 08h01
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,02 -0,01%
Euro
R$ 5,63 -0,05%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 438,525,04 +1,00%
Ibovespa
206,220,23 pts 0.94%
Publicidade
Anúncio
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Anúncio
Lenium - Criar site de notícias